passei o fim de tarde de sexta

no old operating theater museum a aprender como é que se faziam amputações no sác. xix e mesmo para mim foi impressionante. o museu é minúsculo e era um antigo anfiteatro em que se ensinavam as futuras gerações de cirurgiões a arte  da época e que foi fechada graças ao progresso instituído pela que é a grande patrona dos enfermeiros, florence nightingale. e porque apesar de tudo ainda o sou cá dentro e o dia do enfermeiro foi comemorado no passado dia 12 é interessante ver ao vivo e a cores com carradas de pó o que apenas uma mulher consegue fazer pelo mundo. um saudação especial para todos os meus colegas que não desistem e são grandes profissionais e extraordinários seres humanos.

say hello to the snake

aborrecida que estava apostei forte no bling bling. hail adele marie e o seu massivo uso de brilhantes. adoro aqueles olhinhos verdes.

andava a ressacar

e juntei isto

a isto


decidi ser bem comportada. por agora fico-me pela irmã mais pequena e no meu aniversário (se me portar bem) a mana maiorzinha irá fazer-me companhia.

vamos lá por pontos

que isto do casamento real tem o seu interesse.

  • eu não vi na televisão. não vi ao vivo. estava a trabalhar. mas estava a dois passos do sítio. olhos postos num quadrado confinado de londres em que eu estava e não podia estar menos interessada.
  • vi o beijo real num terraço e logo a atenção foi desviada para pombos e celebridades.
  • o vestido é fofo mas aborrecido.
  • o william é careca e longe vai o tempo em que ele tinha aquele ar que dava vontade de fazer coisas.
  • isto de ser um conto de fadas é muito bonito mas a rapariga casou-se e vai ter um emprego. a diferença é que ela vai ter que trabalhar 24 horas por dia.
  • pedalei por ruas vazias o que é sempre agradável. quando todos estavam colados á televisão a ver a cerimónia estava a curtir as ruas fechadas e o absurdo de estar a ver na televisão uma coisa que estava a acontecer na esquina.
  • os britânicos deliram com estas coisas.
  • os comentários de ‘ah mas o vestido não era bem de princesa’ foram os meus favoritos. repetidos até á exaustão.
  • o dia passou-se na galhofa sem grande coisa que fazer.
  • graças a ser feriado vou ter mais um dia de férias e isso quer dizer que graças a estes dois queridos vou a praga no fim do mês.

e por isso desejo-lhes as maiores felicidades que eu sou uma gaja que agradece as coisas boas da vida.

porque sim, porque sim.

não namores com uma miúda que lê, namora com uma miúda que tenha bigode

vai-me mas é buscar uma cerveja, sweety. e não namores com uma miúda que lê, muito menos com uma que escreva. que seja antes gira e bem disposta, leve e ambiciosa: que queira uma casa com quintal, três filhos e uma televisão a cores para verem filmes policiais ao domingo, pés enterrados na areia em agosto e uma ou duas fotografias em paris pelo vosso aniversário. namora com uma rapariga que esteja disposta a andar com uma fotografia tua na carteira, que te dê beijinhos no pescoço quando acordas e que dance – e que dance. que saiba inglês, que arrisque nas ostras, que não vá em implantes. man, as miúdas que lêem têm cabecinhas sobrevalorizadas, barrocas em jeito prafrentex, e mania desde o rouge da unha do pé ao cabelinho que deixam no teu lençol. mania de ficcionar, de querer romance, poesia, aventura no boteco, paixão no supermercado, desamor e quebra-cabeças porque sim, porque sim. miúdas que lêem não suportam rotina e acham sempre que falta qualquer coisa – suspense, acção e sangue. são lindas quando bebem de mais, as miúdas que lêem. ficam iguais às outras.

catarina n’a trama

oh esta vida de nómada

ando de um lado para o outro e até me esqueço do meu menino. a desculpa é que nos intervalos ainda trabalho (muito pá!), anda aqui um tempo que não se aguenta de bom e há visitas e pronto. vivem-se dias promissores de primavera.

e para voltar á terra nada melhor que voltar á terra. a mala está finalmente cheia e vai carregada de brinquedos para os miúdos da minha vida. eu vou cheinha de saudades das minhas gentes e vou meter o dente a amêndoas.

é curtinha a visita e sei que está a chover mas casa é sempre casa. boa páscoa minha gente. a minha vai ser a primeira como madrinha. por isso vai ser para lá de boa.

gente, quilla kat. quilla kat, gente.

depois de tanto bike porn a verdade é que em dezembro lá me decidi a comprar uma bicicleta. nunca aqui a tinha apresentado á séria. talvez porque lhe faltava um nome. agora que já foi baptizada aqui está ela em toda a sua glória suja de meses na estrada. gente esta é a quilla kat.

caso queiram saber é uma fold (dobra-se ao meio para poder andar no metro e autocarros e para eu a poder enfiar na entrada do prédio). a segunda coisa é que ando a remoer fazer-lhe uma makeover. já tenho a coisa semi apalavrada com um colega.

a terceira e última é que quilla não é de killer. é de tequilla.

after work. wanna join?

os dias por aqui são de primavera com uns civilizados 20º. é ver londoners esticados na relva. também por lá andei um destes dias. hoje foi só um pequeno momento de relaxar depois do trabalho que fica ao fundo da rua do hyde park. nunca pensei ser possível mas mal posso esperar para me esticar ao sol e virar uma versão morena e ainda mais paquistani/indian/turca do que já sou.

já tinha saudades tuas mulher.

Consigo dividir as pessoas pelas que passam e pelas que se mantêm na minha vida. No meio de decepções ou ilusões, consigo ter, no bolso da alma, quem se mantenha aqui, ali, onde eu precisar, quando eu precisar. consigo contar com quem me dá colo, me dá alento, carinho, amizade.
De toda a merda que a vida me trouxe, em certos momentos e quando volto pela auto estrada que já me viu rir e chorar, cansada ou eufórica, com ou sem exesso de velocidade, lembro-me que ainda tenho quem me inspira, quem me faz rir, quem me aquece e quem – eu sei – não me abandonará, por pior que eu seja (porque não sou a pior). Ainda tenho quem me dá vontade em ser melhor. ainda tenho quem se mantém cá dentro, lá fora, seja onde for necessário.

No fundo é disto que levamos da vida, é disto que nos lembramos na recta final, no fundo o que importa mesmo é quem nos inspira.O resto é a merda que nos empata os dias e de quem nos esquecemos na estrada.

o depois sim.

E depois ficar a falar e a rir dos sons que fazemos, naquela felicidade que não deve ser explicada. Medir os pulsos, andar com os dedos pelos braços, pelas costas, omoplatas, ombros, pela linha da cintura, fazer círculos nos joelhos, adorar joelhos, não é beatífico adorar joelhos? E pedir ao nosso amor que nos deixe descansar um bocadinho até a vontade voltar num detalhe que achámos maravilhoso a meio da história que nos estão a contar.

mónica marques

e agora não vou revelar as fotos

nem divertir-me a ver oslo desfocadinha graças aquilo que foi uma pequena sessão de fotos com pessoal que bebeu demais porque os deuses são simpáticos. e disseram-me que tenho 4 dias de férias e tem que ser agora. que chato. aborrecimento. mala ainda está feita e a sara está em istambul á minha espera. no domingo volto para aqui a escrever longos textos sobre o amor a estas cidades.

isto se não voltar toda queimada. problemas com a hora de verão? nem por isso. tirando que fiz a minha mudança em oslo e fiquei adiantada 2 horas, voltei para aqui com sono a mais e atiro-me já para mais duas horas só para ficar com os circuitos tostados.

pá, viajar é do melhor.

 

o que é que fiz em oslo?

bem, conheci os nativos e socializei com eles. que é como quem diz, passei o tempo todo com suecos. e segundo consta, com taxa de alcoolémia mais elevada falo mesmo bem francês.

visitas

receber amigos em casa é sempre um prazer. ainda mais quando não se está bem, bem em casa e essa está longe. sabe ainda melhor passar as noites em claro a queimar minutos em conversas, beber uma cerveja, tomar o pequeno almoço em versão posh e dizer até daqui a uns dias.

vá, que na próxima visita tenho mais tempo e menos trabalho.

á falta de quem me embale os sonos


partilho o parco espaço com estes dois indivíduos. ambos com propensão para as bolachas.e segundo parece ambos devotos, adoráveis e cheios de amor para dar.

agora vou dormir até ao fim do mês

e deixar o cartão todos os dias em casa. já deu para perceber por isto, isto, isto, isto e mais as sandálias que precisam de uma foto decente e as restantes coisas que são presentes que este mês deu-me forte. a tpm acredito. volta humor depressivo estás perdoado porque me ficas bem mais em conta.

e porque me estava a dar com força

shu uemura

vou tentar novamente fazer uso destes ‘beautiful eyes’ e trabalhar o ‘cat look’. o material para lá de bom já tenho. agora falta a técnica e o treino para conseguir um resultado tão bom como 0 do sean. devia ter um encontro hoje á noite porque a maquilhagem está profissional. qualquer dia aceito a oferta dele e meto pestanas fake.

a minha pulseira

molly brown

que no fundo são vários colares em prata de quando era miúda estão carregados de pendentes. achei que estava a precisar de algum amor e cor. o verde, amarelo e azul trazem com eles lembranças boas e parece-me que vou ter que juntar mais uma corrente ou duas.

 

wishlist gone realist

esta caixinha deixou-me a suspirar por hand made cards e pequenos detalhes. são carimbos em madeira e apetece-me começar já a mandar postais para portugal.

toda esta marca é uma delícia para uma aficionada da stationary como é o meu caso. *suspiro*.

jubilemos senhor.

afinal só precisei de 27 anos para chegar á conclusão de qual é o meu tamanho de soutien. acertar na combinação tamanho + copa é quase como ter-me saído a lotaria. oláaaa renovar do guarda roupa interior no próximo mês. não me escapas pá. finalmente vou passar a ter um de mulherzinha. excepto os boxers do monstro das bolachas. mas esses, porra, tinham que ser.

sigh. deve ser isto que chamam de tpm. só pode. tirem-me daqui. por favor.

pá deu-me com força

acordei em versão meeeeh. o dia foi blaghh e eu estava para lá de aborrecida. a manhã foi preenchida por sentimentos menos positivos e afundei-me de tarde á saída do trabalho. verniz vermelho? sim, porque não?

os outros porque coiso. merda. odeio ser gaja.

pois que é mais abaixo

a minha realidade. o meu cacifo do local de trabalho está convenientemente localizado numa balneário unisexo e há dias em que vejo cada coisa que me tira o apetite. esse mesmo que estão a pensar.

wishlist gone realist


já tinha o meu em prateado e era tempo de passar ao dourado. depois de buscas em burgos dados a modas nada como ir á semi candonga da esquina. metade do preço e assim passo por lá outro dia e trago outro qualquer. agora escolher… i’m a sucker for casio ❤.

 

dizer na cara é mais definitivo

Pearls Before Swine

tira um peso de cima. e somos sempre capazes de arrumar os assuntos nas gavetas da memória. no meu caso admito que prefiro uns gritos e muitos insultos que más palavras a meio dente e muitos maus pensamentos ruminados. tudo isso me consome e eu sou mais frontal. ditas que ficam as coisas, ódios podem ou não instalar-se, podemos nunca mais nos ver ou perder de todo o contacto. mas pelo menos não ando ali com uma coisinha atravessada na garganta. e se é para me aborrecer sempre preferi cortar o mal pela raiz. antes só que mal acompanhada.

é isso e ter que me vestir a correr

e descer dois andares a correr*. não vá o senhor das entregas virar costas depois de tocar duas vezes. já me aconteceu. e correr atrás dele de roupão rosa neon no meio da rua não é bem a minha coisa. até porque há quem já me conheça na vizinhança.

*sim, neste aquecimento só existem duas possibilidades: ligado/desligado. ligado é um calor tropical que me faz ter os poros tão limpos que até impressiona. roupa é um extra reservado para a rua.

receber encomendas da amazon é sempre um risco

pelo tamanho da encomenda, pelo senhor que as entrega, por aquilo que compras. ‘as cores podem variar’ da minha encomeda escusavam de variar para um verde um bocado feio. e era escusado que no nó do saco de plástico estivesse um cabelo de alguém perdido.  mas esta questão está resolvida. já tenho um saco cama  múmia para dormir.

mesmo sem televisão

e sem ler boa parte dos jornais. de me manter afastada da actualidade por forma a filtrar mais a informação nas temáticas que me interessam (o campo da psiquiatria é vasto comá porra) a verdade é que o meu caminho para o trabalho inclui passar em frente a várias embaixadas. que tenha reparado com olhinhos de ver umas 5 pelo menos. as zonas posh são assim. nesta última semana há sempre polícias á porta de um par de embaixadas. todas as tardes, lá estão pessoas que gritam por ajuda. todos os dias o semblante carregado de colegas de várias proveniências com familiares nos países em convulsões revolucionárias lembram que isto não está só na televisão.

the sweet analogue memories

ontem saí de casa que apesar do frio cortante estava um sol tímido nesta cidade e fui passear até á lomography gallery store e depois de vários anos a pensar nisso lá trouxe esta para casa. ao vivo é mais verde que amarela e passarei algum tempo a ler o livro de instruções.

e 3 rolos vieram já comigo que serão profusamente usados ainda na ilha antes de rumar a oslo no fim do mês. não quero correr o risco da coisa correr mal por lá por isso há que treinar. de volta ás memórias em papel.

 

porra pá. és mesmo boa ouvinte. não admira que as pessoas gostem tanto de falar contigo.

funny pictures - I'm HERE for you. Tell me your problems. But please. Only the ones that are good gossip.

pois. é tudo muito lindo mas eu não cobro pelas consultas. e ando a perder algum dinheiro nisso e já pensava seriamente em dedicar-me á terapia que é coisinha para ainda render alguns trocos.

isto porque apesar de mudar de língua continua tudo igual. devo ter mesmo cara que os meus ouvidos são bons e as pessoas contam tudo e mais alguma coisa. algumas contam mesmo coisas que são good gossip e eu não posso partilhar. ficam ali informações valiosas durante anos a fio.

se bem que, estou francamente convencida disso, todos sabem que a minha capacidade de fixar detalhes e recontar histórias é muito diminuta. sou anti barulho de fundo e se uma história de três horas poder ser resumida numa frase é isso que vou fazer. no fundo, é universal no que concerne á minha pessoa, é que eu sou uma boa confidente. maioritariamente porque não me interessa em nada a vida dos outros.

somos o que lemos/comemos/papamos

Nós somos o que lemos? A esta pergunta é preciso responder de forma positiva: sim, somos o que lemos. Mas somos igualmente o que não lemos. E também o que treslemos daquilo que lemos. E somos o que nunca chegamos a ler, mas sonhamos ter lido. (…)

Ora, este tópico da antropofagia conduziu a minha memória a um livro do historiador alemão Helmut Schwanzkopf, hoje praticamente esquecido. O livro intitula-se “Menschenfressende Schriftsteller des sechszehnten Jahrhunderts” e foi publicado pela editora da Universidade de Aachen, em 1957. Nesse livro, Schwanzkopf defende a tese segundo a qual era comum, durante a baixa idade média e pelo menos até ao século XVI, os escritores devorarem outros escritores. O autor demonstra, com base em diversos factos, que os escritores mais jovens costumavam comer os seus mestres, segundo uma prática semelhante à dos índios das Antilhas, os “caribes” ou “caribs”, que devoravam os mortos para se apropriarem das suas virtudes e qualidades. (…)

Ninguém sabe escrever se não souber ler. Eis porque o escritor começa por ser essencialmente um leitor. Um leitor ávido, obsessivo, fanático, louco. E não me venham dizer que a existência precede a essência – porque a existência aqui é literalmente a essência.

rui manuel amaral

quem é que está a comer torradas em casa?

eu!

se soubessem o amor ao pão torrado que eu tenho percebiam que logo após a ter dominado a técnica de aquecer leite sem bule e sem microondas ter ido buscar uma torradeira é a coisa que mais me alegria me dá.

é que nem uma shopping spree com 50% desconto me aquece tanto o coração.

 

wishlist

apetece-me o la la la la la de quando ia a pé para a escola primária e passava as tardes a fazer construções na areia. colar e anel (o branco pois claro) da the lovely tea spoon.

aceitam-se sugestões.

que já não estou a ficar nova é um facto. que algo aconteceu comigo nos últimos anos é inegável. o que raio se passa com a minha vida é um mistério e eu não faço puto do que se passa também é verdadinha.

isto porque? porque sou uma pessoa porreira. faço couchsurfing e até aqui na ilha já me encontrei com algumas pessoas. não sou, infelizmente, grande guia já que sou uma anti tudo que se assemelhe com lugar hipster o que inviabiliza logo metade de londres. a outra metade têm preços que a minha consciência inviabiliza porque é tudo pornográfico.

adiante. fui jantar com um couchsurfer de passagem por londres. já cá tinha estava em dezembro mas eu não pude. saí de um dia de trabalho estupidamente cansativo e o tipo deixa-me especada a esperar durante 40 minutos. só uma sms a dizer ‘quando estiver a chegar aviso’ a previsão de quando isso seria falhou em grande e eu, menina com uma crónica falta de paciência para este tipo de merdas, até me aguentei bem.

depois foi o ir de metro quando bastava andar 10 minutos e eu, meus amigos, tenho um certo horror a andar a desperdiçar libras á toa, que o mestrado é caro comá merda. tudo bem. whatever. jantar e conversa aqui e ali. e um roçar de perna que eu achei acidental e mais outro e fodasse que se isto é acidental eu estou em marrocos e não num restaurante marroquino. pessoinha aborrecida como o demónio. falar? só se for para dizer que não têm nada para fazer e blablabla whiskas saquetas e podíamos ir para o hotel dele.

amigo, coisinha, não. não e não. ahh espera. não. que tenho que ir trabalhar de manhã e ainda demoro testículos de tempo a chegar a casa. todas as desculpas que pudesse imaginar para me meter a milhas literais dali.

não quero ir comprar vinho. não quero ir para o teu hotel. e por deus pára de roçar a tua perna na minha.

momentos de silêncio constrangedor que o bicho sem ser avanços mal disfarçados era incapaz de conversar. e depois o erro. o erro da noite. comentei na brincadeira que se os cachimbos que as pessoas estavam a fumar na esplanada tivessem droga é que era. ó sophia mulher que foste tu dizer.

bicho seguia passado dois dias para o porto e eu, boa couchsurfer, partilhei dicas de uma cidade do coração. 0 animal já só queria era saber se eu arranjava contactos de pessoal que lhe orientasse haxixe. amigo, pá, eu nem sequer morava no porto e mesmo em coimbra…em londres? nem pensar. não. não conheço ninguém. no trabalho?!?! estás a ter uma paragem cerebral? claro que não vou perguntar!

liga-me antes de embarcar para o porto para confirmar que voltava a londres na sexta á noite e que se eu soubesse de alguém no porto…mas tu és estúpido ou quê? queres tentar regressar ao reino unido com haxixe na mala?

sexta voltamos a encontra-nos. vais ter ao hotel e bebemos um vinho…ok ok ok.

o telemóvel tocou toda a sexta á noite e agora estou em dúvida em relação á desculpa a usar.

será que deixei o telemóvel no trabalho? em casa de alguém? perdi-o? tive visitas surpresa de pessoas e esqueci-me? adormeci de tão cansada que estava? fui para os copos e só acordei do coma hoje?

aceitam-se sugestões. não me apetece ter uma referência negativa. afinal tive que aturar o animal e ainda paguei o meu jantar que estava tão aborrecido como a companhia.

 

mantra para hoje

e para sempre. já que nas últimas semanas fui tomada por um traço de personalidade marcadamente maníaco. acalma, relaxa e acima de tudo faz menos. não te pagam para tudo.

quando me perguntam porque é que eu tenho tanta paciência para responder aos porquês do meu sobrinho digo que cada explicação me ensina qualquer coisa. quanto não seja a simplificar.

preciso disso. sou demasiado complicadinha com a minha vida. não vou passar esse fardo áqueles dois pintelhos de gente.

lunch break

eu – doesn’t she look as if she just steped out of jersey shore?

melisa – you think? well, i think she’s with mac. that’s why.

eu –  but a great make up doesn’t show. she…looks like a, well, slut.

lily – oh my gawd sofia. you’re so mean.

eu – well, it’s true. and this is still harrods. so much about dress code and come on. that is far from harrods standarts.

melisa – concessions. different rules.

eu –  don’t get me wrong. bless her for having such a beautiful cleavage that i just want to put my face in it.

melisa – ohh sofia you crack me up every time.

eu –  i do weddings and birthday parties too.

sou teimosa como uma mula

e só porque custava uns pences isso não é sinónimo que valha a pena. noodles de camarão picante nunca mais. é que não é ligeiramente. é a abusar. mula.

por vezes, muito raramente o que me desgasta um pouco, lembro-me que as minhas duas avós não sabem ler. ambas ainda vivas, ambas entregues á boa vontade dos filhos. sobreviram aos maridos. mas ambas preferiam a morte.

mas lembro-me que passava as minhas tardes com a minha avó paterna. cresci na aldeia onde ela vivia, e eu também, até aos 10 anos. a primária era uma escolinha típica no novo regime com dois anos em cada uma das, apenas, duas salas. a casa da minha avó era a 5 minutos a pé. era ela que me ia acordar para a escola já que os meus pais já há muito que não estavam em casa. era ela que me fazia uma gemada todas as tardes. era com ela que ia entreter horas nas terras a ver passar estações.

sempre soube que a minha avó não sabia ler. mas para mim isso parecia-me impossível. afinal, mesmo com os dois canais que a televisão me dava na altura, a verdade é que já tinha aprendido tanto. estava rodeada de letras  e números e sempre me pareceu natural ler.

uma tarde arranjei um caderno e disse á minha avó que lhe ia ensinar como é que se lia. comecei pelo a, e, i, o, u. e não cheguei a passar disso que as vacas precisavam de comer e as galinhas. e os porcos, tenho que ir tratar dos porcos.

nunca mais voltei a tentar. mas alguns anos depois a minha avó passou a ter telefone. e como identicar a quem pertence cada número? o meu avô, na altura vivo, sabia ler. mas ele não estava sempre em casa.

acho que foi aí que aprendi a saber contornar obstáculos. desenhei coisas que ela própria me disse associar aos números de telefone. a seringa do veterinário das vacas. os sacos de racção para as vacas para a loja. e muitos mais. e sempre lhe acrescentei aqueles que ela me pediu.

ainda me consigo lembrar desse caderninho que eu lhe fiz. encardido com o tempo e uso de mãos de campo. o número de minha casa tinha uma casa desenhada ao lado com 4 figuras. o meu pai é filho único e o meu irmão e eu éramos os únicos netos. casa e família. ela sempre me disse que esse sabia de cor.

enquanto  voltava para casa em modo cruzeiro a pedalar com mais prazer que outra coisa um peão atravessou a estrada á minha frente. corria para apanhar o autocarro.

lembrei-me, por ocasião deste quase embate, do que se concretizou. 6ºano e as minhas aulas de educação física eram passadas a fazer o que nos dava na real gana. colégios privados por vezes trazem algumas benesses. os rapazes iam para o campo pelado jogar futebol. nós as 4 meninas andavamos de patins. colégio acima e abaixo. escadas incluídas. capacetes, joelheiras, seguros? que era isso? depois haviam os dias de chuva.

nesses iamos para o pavilhão. foi lá que me sentei com o leandro e toquei numa guitarra a primeira vez. bolas, o leandro, loirinho e olhos claros e a sua guitarra era um tipo fixe. e eu nessa altura tinha lata para tudo. sentada na bancada de patins nos pés a passar os dedos pelas cordas.

mas era a patinar que eu estava bem e não me apetecia partilhar bancadas com tipos queques com atestados. eu andava de patins e por alguma razão todos faziam de conta que jogavam basquetebol. eramos miúdos capazes de tudo. o miguel andava numa bicicleta. e eu e ele achavamos que erámos tão fixes que nem precisavamos de ver.

o embate estrondoso provou que estávamos errados. mas esse ano não deixou de ser o melhor deles todos.

estou com problemas. em vez de ler manitas li maminhas. e perguntava-me como é que alguém se podia fartar de as ver. tu. médico. já.

inveja? eu?

depois de um fim de semana de chuva o sol regressou glorioso á ilha. ainda bem que assim posso ir de bicicleta trabalhar. fim de semana de folga e muita ronha que a chuva pedia isso. professei o meu amor a berlim em jeito de tomada de balanço para o dia de hoje. e o que inquieta o pipoco a mim sempre me regozijou. se há dias que até tenho disso que chamam a inveja do pénis também os há, muitos, em que nem por isso. normalmente a inveja surge em períodos matinais. sim, gostava de saber como é ser acordado por um broche logo pela manhã.

ich liebe berlin #5

que mais de berlim? estava em casa. volto a dizer que não fosse essa questão do alemão e ponderava. ainda pondero.

10 da manhã e novamente na alexandreplatz. desistir de ir a pé desde casa porque acordar foi duro. dúvida? lutar com a máquina em alemão ou simplesmente entrar no metro porque aparentemente ninguém controla nada?

o karma fez-me pagar a decisão de ser puro sangue lusitano. regras? existem para serem moldadas á nossa conveniência. só paguei mesmo o bilhete de e para o aeroporto. e o para poderia ter sido dispensado já que, novamente, ninguém se apresentou para controlar o quer que seja e a entrada no metro/comboios é á patrão. cancelas? não estamos familiarizados com o conceito.

ir ao supermercado comprar lenços de papel para crianças com ursos pois claro. onde é que estás? torre da televisão..ahh. bom dia e pronta para andar? humm sim.

caminhar por avenidas imensas acompanhada por um arquitecto (boa!) e aprender mais umas coisas sobre berlim que o olhar do joão não está treinado para reparar.

estes prédios não parecem habitações sociais? a construção deles passou por uma fase assim. mas se vires estes aqui ao lado já são mais interessantes, imponentes, mas a construção pfff ordinária.

ahh os soviéticos. temos que os amar. passeio pelas ruas e foto disto e daquele detalhe ali. e a vida em berlim? que tal? comparações entre as ocupações berlinenses e as londrinas e as rendas absurdas na ilha. ponderações sobre movimentações pós queda do muro e as taxas de juro e um passeio em modo domingueiro até á east side galery.

arte efémera por todo o lado e mais fotos. e continuar a andar que é tempo de explorar kreuzberg. bairro turco por exclência dizem. almoçar num restaurante pequenino mas com comida boa. há tanto turco em londres mas as coisas não sabem tão bem e eu não entendo bem porque. lojinhas de coisas vintage a preços aceitáveis e nada de inflação por ser moda. percorrer e andar perdido pelo bairro, entrar num cemitério digno de um conto de poe. adoro cemitérios e aquele encheu-me as medidas. com lápides partidas, musgo por todo o lado, ar abandonado a mausoléus em que só faltava uns ossos perdidos. não faço ideia de onde foi.

introduzir fotos mesmo boas de lápides um bocado assustadoras.

a noite, fim de tarde, a cair e é tempo de caminhar em direção ao museu judaíco. o único em que entrei. e passei lá o fim da tarde de tal forma embrenhada que me esqueci que queria ir á ópera. quando saí já há muito que esta tinha começado. tempo de regressar a casa que já tinha umas boas 10 horas a andar. metro abençoado que naquela altura já não estava virada para andar muito mais.

e dormir, dormir, dormir. o frio fez das suas e haviam sinais de uma constipação. ora bolas. ora, bolas, a rita maria está nos estados unidos. e eu que queria conhecer a ginger, a bicicleta mais hip da blogosfera. preguiça de sair de casa com o frio que está. sms do joão ‘vai ver o jardim zoológico ou um campo de concentração’. adorei. a descontração destas hipóteses só mesmo em berlim. nem uma nem outra. vou antes ver a kaiser-wilhelm-gedächtniskirche. e passo pelo tiegarten.

mais um passeio de metro que o corpo já está para lá de cansado e a igreja está coberta de andaimes e começa a chover. não me apetece mais. que se lixe, vou ás compras. afinal hoje á noite tenho uma festa de aniversário de uma pessoa que nem conheço e estou com ar demasiado mochileiro.

aquecer dentro das lojas e fazer retail therapy. que se lixe. chamada do trabalho que vai para o voice mail. ‘it has come to my attention that you are supposed to start in the new department next monday. as far as i am aware please meet us at crown court at 9am and someone will walk you through’. raios parta os ingleses e o seu excesso de polidez social e um departamento de hr que nunca sabe de nada. é que estou mesmo a ver que o meu nome deve estar mal escrito, outra vez. até porque ela me chamou de cristina. bloody hell.

roupinha nova e um ar cool que não se aguenta. nova colecção + saldos de criança e camadinhas que eu não estou para ter mais frio.

hey hey. onde é que eu estou? é pá, eu juro que não queria andar ás compras mas é difícil. estava a chover a igreja destruída está coberta de andaimes. e sabias que perto de tua casa há uma loja de coisas em segunda mão com coisas espectaculares? hu? eu? se comprei alguma coisa? ahumm bem, é pá. a mala custava 4€ e o lenço 1€. mais forte que eu. eu? sim, vou ter contigo. metro? que linha é? ok.

parar para comprar álcool avulso e jägermeister. casa do aniversariante. e pagas quanto pelo quarto? 200 euros? sério. eu tenho que me mudar. estava de volta a kreuzberg. ir jantar a um sítio aprovado pelo kyle, americano, logo com hamburgers massivos. em casa do harm, alemão, aniversariente, fazer demasiadas misturas para quem não comeu. incluindo um licor da transilvânia. beber para fazer tempo e ir até a um club algures. a anna juntou-se e ainda bem que isto de ser a única gaja nunca corre bem. música porreira e mais álcool, muito e um brinde joão, á nossa.

can we take a picture of your sneakers? sure! é pá, finalmente tornei-me alvo das objectivas da street fashion. sneaker freakers. pronto, é porque tenho uns ténis mesmo fixes. mal sabia eu que seriam as únicas fotos que ira ter de mim em berlim. que não tenho. sigh.

party till the sun rises. e o alemão é mesmo giro e eu não presto e que mania de fazer colecções. ainda bem que sabia onde é que o joão morava.

almoço? último dia em berlim e finalmente o bunny não estava a trabalhar. sábado e ás 9pm enfio-me novamente no avião para voltar á ilha. ó joão, não quero. adoro berlim. estou apaixonada de uma forma descontrolada. que porcaria de profissão que eu fui escolher. podes sempre voltar. volta no verão e vamos beber para as esplanadas. nessa altura é de dia até ás 10. não admira que adores isto.

um café simpático com vista para para uma igreja e montes de neve perdida. relaxar e conversar sem ser de forma noctívaga. chegaste a ver o tacheles? não. então vamos lá. ver o meu primeiro pôr do sol num céu limpo em muitos meses. ás vezes não te faz falta isto? sim. mas só ás vezes.

edifícios ocupados com ar de que vão ruir daqui a nada. e o cheiro. longe de mim, mas podiam, sei lá, perder este ar de que vais apanhar 4 doenças só de aqui entrar. digo eu. mas coisas muito boas lá dentro. e pena de não ter paredes brancas onde pendurar coisas. que se não tinham vindo comigo.

a noite já está a voltar e olhar o relógio. sim, ir a casa fazer a mochila. merda, a minha máquina. deve ter ficado em casa do harm. não ficou, veio-se a saber. merda, merda, merda. metro, correr e apanhar a ligação para o aeroporto. não me sei despedir das pessoas.

pela primeira vez na minha vida um pat down completo por uma senhora com ar de poucos amigos. água, preciso de água. e um saco do duty free que já não cabe mais nada na minha mochila. humm chocolates e está a andar. avião, autocarro, metro e andar 10 minutos até casa.

Scheiße, verließ ich mein Herz in Berlin.

ich liebe berlin #4

chegar a casa do joão e perceber que eu pago o mesmo por um quarto ordinário que ele paga por um apartamento novo e equipado numa zona porreira. escolhi muito mal a cidade, a profissão e a língua. sigh.

sair para jantar turco, pois claro, e beber uma cerveja na zona. meio litro de cerveja e eu nem gosto muito. ah mas espera lá que esta é doce. humm. meter conversa em dia. ver um tipo louco e passar-se dentro do bar e fumar um cigarro que já lá vai algum tempo.

relaxar e jogar conversa fora. a cidade recebeu-me bem e não fosse esta mania de falarem alemão e mudava-me já.

e depois de quase dois dias acordada e quantidades absurdas de álcool o dia seguinte foi de meter sono em dia a sair de casa ás 5 da tarde. que é como quem diz noite.

tirar as fotos que ficaram por tirar no dia anterior.

o plano era bom. descer e ir a pé por um caminho diferente. olha-me a loja da onitsuka tiger em saldos. oh mein führer. as minhas meninas. aqui. putas. caras. com sorte os empregados, giros por sinal, não falam inglês e nada feito. ohhh sorte madrasta, não só fala, como é simpático, até sabe disso dos números americanos e coiso. o meu número. e ohhhh que são tão confortáveis. arranca etiquetas. sim, levo-os já calçados. damn.

caminhar sobre nuvens e eh pá adoro berlim. esta gente é mesmo porreira. deixam as bicicletas encostadas ás paredes e com o cadeado entre a roda e a frame. é que eram 2 minutos em londres. que se for preciso até arrancam os cadeados com os dentes.

manifestação nas brandenburg tor e mais umas fotos para o ábum.

sim, espero por ti aqui. jantar a mítica currywurst e mais umas cervejas, muitas cervejas, que estou com um apreciador e aquela bebe-se mesmo bem. passeio entre bares e gente gira de quando a quando. e bares com ar soviético que são adoráveis.as miúdas em berlim são giras. os tipos nem por isso.

e as noites foram assim. ainda bem que não ressaco. e amanhã combinei com o antónio ir andar mais um bocado.

quem é que me mandou combinar ás 10 da manhã? estava louca.

ich liebe berlin #3

depois do almoço explorar mais a fridrichstrasse e passar pela loja da tashen só porque é linda e a loja da mini! amor. olha o mini pendurado na parede.

introduzir foto do mini pendurado na parede.

ora deixa lá ver se eles têm o porta chaves. sim!! olha lá, mas estás aqui para fazer turismo ou andar as compras de coisas parvas? hum… e não posso fazer as duas?

rua abaixo e estou a andar em direcção ao checkpoint charlie. já estou a sair do percurso recomendado. pff e desde quando é que eu faço o que é suposto?

ah e é isto? ok. fotos. e olha ali um bocado do muro. souvenirs? berliner bär para mim, óbvio, e dois trabbi. um azul e um táxi para os sobrinhos. o tiago vai-se passar a tentar descobrir a marca. já eras uma tia menos sádica. what? é um hipótese de lhe explicar umas coisas sobre geografia e história europeia.

fotos aos trabbi lá perto. mais uns detalhes da zona e muita informação sobre história em qualquer parede. berlim não se quer esquecer.

topographie des terrors é o próximo destino.

introduzir foto de detalhe de um buraco no muro.

visitas guiadas em alemão. manter-me perto e ouvir a língua por curiosidade. sentar-me nos bancos e pensar na quantidade de gente que passou por aqui para morrer. de todos os que estavam lá dentro.

o dia está frio e já escurece. caem uns pingos de chuva e ali em baixo era onde torturavam as pessoas. a cidade á volta está quieta.

voltar a caminhar e sentir as horas no corpo e o cansaço. subir em direcção á postdamer platz e perder-me um pouco. cansaço a mais para o quer que seja fazer sentido.

mais muro, mais horror, mais morte. olhar á volta e as pessoas calmas e relaxadas. é preciso ser assim, sem dúvida. o sony center e uma escultura de legos. ohh foto claro. e os boxers do haring.

escurece rápido e ainda são só 4 da tarde. encontrar o caminho e holocaustmahnmal. perder-me um pouco lá dentro.

introduzir foto de árvore despida e lua de fundo.

polícia com metralhadora no meio da rua. o urso da embaixada americana é uma estátua da liberdade. e as pilhas da máquina morreram.

brandenburg tor e reichstag. fechado e patrulhado por polícias com metralhadoras.

dar a volta e olhar a perder vista uma praça desolada ainda mais na escuridão. perguntar a um polícia o porque de estar tudo vedado.

terror!!

ameaças terroristas. porreiro pá. ou seja não vou poder visitar. dar a volta e esquecer o voltar para trás. bem, não estou longe da zona onde trabalha o joão. deixa lá ver.

e ali fica o charité universitätskliniken. soviético. o diogo vai adorar. ainda bem que é tudo a walking distance que assim volto para tirar fotos a tudo.

ainda é tão cedo. se calhar vou-me perder por estas ruas pequenas e andar até casa do joão. afinal não é de todo longe.

ruas pequenas, berliners descontraídos nas suas bicicletas e sem estarem cobertos de casacos reflectores. caminhar muito e descobrir lojinhas nas caves com uma mesa e cadeiras á porta a convidar um verão de esplanada que ainda está para chegar.

lojinhas minimalistas de cara lavada. uma pausa agradável em relação ao excesso de uma cidade sem cuidado estético que é londres.

perceber que as bicletas têm o seu espaço nos passeios. a red brick road é deles. não admira que eles andem sem estarem cobertos de material reflector e com ar de quem gosta daquilo e nada é uma competição pela vida.

levar o meu tempo num fim de tarde que já é noite a percorrer o caminho que separou o reichstag de senefelderplatz.

nem sei para que é que comprei o bilhete de dia. andei sempre a pé. sentar-me na estação de metro e ver as pessoas a entrarem e saírem do metro sem pressas.

e deixarem as bicicletas no descanso enquanto vão ao supermercado. e miúdos com os pais a aproveitarem o balanço da descida.

onde é que estás? em frente ao parque. fácil de me ver. o casaco é branco.

abraço meu doce. 3 anos é muito tempo. berlim fez-te bem.

ich liebe berlin #2

alexanderplatz…tinha passado a noite a ler coisas no guia para seleccionar coisas a ver. questões hisóricas aparte a praça é massiva e senti-me francamente desorientada. lojas e mais lojas ocidentais e piscar o olho á história e sorrir.

introduzir foto da escultura com um globo e com as coordenadas ou que é  de lisboa, londres e reikjavik.

porra, ando sempre na mesma zona. tenho que mudar de merediano.

dar duas voltas á praça a tentar encontrar o nome de uma rua. desorientada como tudo e já dizia mal entredentes dos alemães. procurar nas esquinas? e nada. por fim, apercebi-me dos postes com os nomes das ruas. ahhh, abençoadas culturas a roçar no nórdico! ora bem, ahh aqui estou eu.

danke. yes i know were i am. ah pá senhor simpático com uma roda de bicicleta debaixo do braço que me viu a lutar com o mapa durante uns segundos.

olha, se andar nesta direcção vou fazer o percurso unter den linden. boa. o guia diz que preciso de um dia para isso. vamos lá.

avenidas rasgadas a espaços abertos, menos carros que esperava, tempo cinzento e frio que dói.

berliner dom, museus á beirinha do spree e placas de gelo a flutuarem.

introduzir foto do gelo no rio.

introduzir fotos de 300 detalhes imponentes dos edifícios.

introduzir foto de fachada de igreja com marcas de balas.

a cidade é simpática parece-me. e as pessoas…tão calmas. humm não buzinam. é quase silencioso.

pfff não acredito. tenda da semana da moda de berlim. sempre a mesma coisa. quando viajo para as cidades é sempre durante ou próximo da semana da moda. oh well, snap snap á tenda.

humboldt universität?! ahh a feirinha dos livros usados. bolas, é tudo em alemão. ohhh goethe numa edicção tão fofa. e barata e eu com uma mochila e não precisas disso sophia. juízo que vais ter que carregar com tudo. oh mas, conciência, é tão bonito o livro. *olhar do gato das botas* pá, tu nem sabes ler alemão. ok ok. pronto. eu não compro. sacana! deves ter muitos amigos…

introduzir fotos dos livros que me estavam a fazer olhinhos.

horas? mais uma. quase meio dia, já se aceita almoçar. guia lindo, onde devo eu almoçar? os food halls das galerias lafayette? boa ideia. estou com frio como tudo e se calhar já me sentava um bocado. virar á esquerda para a friedrichstrasse e espreitar lá ao fundo e ver as brandenburg tor. rua das lojas de luxo. não resistir aos saldos das galeiras (abençoados euros e a cidade é baratinha). casa de banho com pratinho de gorjetas? hum mas mas…

procurar um senhor com placa com a bandeira de inglaterra que a de portugal era uma sorte do caraças e pedir comida. a última vez que comi tinha sido um late latté no aeroporto. meio frango estupendo e comi que me fartei.

introduzir foto do frango, do pão e da mesinha simpática.

alemães da upper class ao meu lado a almoçarem com um ar de desdém. ahh pessoas ricas, iguais em todo o lado.

ich liebe berlin

já lá vai algum tempo desde que cheguei de berlim. ainda me debato com o facto da cidade me ter ficado com a máquina fotográfica e isso foi o que me arredou das considerações da mesma.

mas hoje é dia de meter ordem nesta casa. porque berlim? por mais nenhuma razão para além da que me levou lá antes de ir a outros sítios que estão na lista ‘a conhecer’. visitar um amigo do coração que não via desde que foi para berlim.

mal soube que tinha uma semana sem nada que fazer a primeira coisa que fiz foi ver preços de voos, escolher os mais baratos e perguntar ao joão se estava em berlim e se me podia fazer de convidada. sim e sim e lá fui eu.

comprei um guia porque preciso de mapas e, bem, as pessoas lá falam alemão e eu não. e ler ainda consigo. mochila feita que eu viajo com pouca coisa.

a aproximação a schönefeld deu-me a vista priveligiada de lagos gelados e de uma mina a céu aberto. frio, frio e frio. afinal não vai ser em londres que vou aprender o que isso é.

e dei por mim a imaginar patinar em lagos gelados… aterrar e seguir placas. ausfahrt é saída e felizmente que uns senhores fofinhos me ajudaram a comprar o bilhete do comboio suburbano para ir para alexandreplatz. bilhete de um dia. sei lá se a cidade é grande, deve dar jeito.

comboio cinzento e deprimente, vista cinzenta. tudo demasiado soviético (passei o meu tempo a adjectivar as coisas cinzentas, despidas de excessos e acima de tudo com ar depressivo como soviéticas).

berlim não estava  desiludir, de todo. as expectativas eram essas mesmas.

introduzir fotos do interior do comboio

a senhora que pica os bilhetes pergunta se não tinha validado o bilhete. eu que me tinha apercebido já depois de estar dentro do comboio que as pessoas pareciam faze-lo num máquina á saída das escadas mas que aparte do civismo nada mais as obrigava a faze-lo. não havia qualquer tipo de vedação, de cancela. estranho, pensei eu, vivo na terra da cctv em que tudo é controlado ao excesso e esta gente aqui… estranho…

contra as expectativas cheguei a alexandreplatz antes das 11 da manhã. liguei ao joão que estava a trabalhar.

já cá estás? bem, willkommen!!

sim, cá estou eu. em alexandreplatz, berlim e tenho 8 horas até me encontrar com o joão.

tirar o guia da mochila e  abenteuer.

obvious jokes notwithstanding

(…) The researchers were trying to replicate earlier work in which the brains of mice given free access to running wheels subsequently fizzed with new brain cells, a process known as neurogenesis, and the mice performed better on rodent intelligence tests than those without access to wheels. To the Princeton researchers’ surprise, when they performed the same study with rats, “which are a little closer, physiologically, to humans,” said Alexis Stranahan, the lead author of the Princeton study, running did not lead to neurogenesis. The rats’ brains remained resolutely unaffected by exercise.

Hoping to discover why, the researchers examined how the rats and mice had been housed and learned that while the mice in the earlier experiments had lived in groups, the rats were kept in single-occupancy cages. Rats, in the wild, are gregarious. They like to be together. The researchers wondered whether isolation could somehow be undermining the cerebral benefits of exercise at a cellular level.

Putting this idea to the test, they divided young male rats into groups housed either in threes or singly and, after a week, gave half of them access to running wheels. All of these rats ran, but only the rats with cagemates experienced rapid and robust neurogenesis. Not until after weeks of running, long after the other socially engaged rats’ brains had sprouted plentiful new neurons and neural connections, did the lone rats start to produce brain cells. Social isolation had dramatically suppressed and slowed the process.

(…)Does this happen in lonely human exercisers? No one knows, Dr. Stranahan said, since comparable experiments on people are impossible. (The animals were sacrificed.) But she added, “There is abundant epidemiological literature in people that loneliness has cognitive consequences, contributing to depression, strokes, Alzheimer’s and so on.”

(…)Taken together, these otherwise varying studies of rodents and humans suggest that while exercise may seems a simple physical activity engaged in by individuals, it is not. It is in fact a behavior plaited with social and emotional concerns that can influence how often you work out and with what physiological consequences. “It may take longer” for lonely people to improve the state of their brains with exercise, Dr. Stranahan said, just as it may take a divorce to get some men in shape. But thankfully, there are some aspects of exercise and interpersonal relationships that remain stubbornly unambiguous. In a 2010 study from the Neuroscience Institute at Princeton, male rats given access to “sexually receptive” females enthusiastically engaged in procreative activity, a moderate workout in its own right and, despite raising their stress hormones, vigorously pumped up the amount of neurogenesis in their brains. Sex improved their ability to think, obvious jokes notwithstanding.

gretchen reynolds for the new york times

copy paste integral

«A geração parva

Há mais ou menos dezoito anos, um editorial deste jornal teve a ideia de chamar “geração rasca” aos jovens que na altura tinham mais ou menos dezoito anos. A geração — essa geração, a minha — nunca mais conseguiu esquecer. Com toda a ambiguidade, levámos o nome a peito: ficámos ofendidos com ele, um pouco envergonhados sim, muito irritados também, mas fizémo-lo nosso sobretudo, tentando dar-lhe a volta (a “geração à rasca”) às vezes. Recusámo-nos sempre, sabe-se lá porquê — porque era injusto, digo eu —, a largá-lo.

Que o nome era injusto foi-se vendo depois. Na verdade, esta geração, que tem agora o dobro da idade, não foi absolutamente nada rasca. Pelo contrário, espanta-nos a nós — e a quem quiser observar — o quão cordatos fomos. Passámos a segunda metade das nossas vidas com esse ferrão do vexame em manifesto silêncio. Ouvimos até à náusea que éramos a “terra queimada” do sistema de ensino — chegámos a repeti-lo nós, por reflexo condicionado — até muito recentemente apenas se ter começado a reconhcer que afinal somos a “geração mais bem preparada” de sempre no país. O que pode não ser difícil, mas não deixa de ser verdade. E nestes anos todos, de forma passiva, cabisbaixa e rotineira lá fomos aceitando mais um estágio, mais um subemprego, mais uma caderneta de recibos verdes, mais um mês no call center, ou — pior ainda — um telefonema do call center a dizer que afinal não precisamos de ir neste mês nem nos seguintes.

***

Até que no outro dia, no Coliseu do Porto, a banda do momento, que leva um nome de mocinha de outros tempos — Deolinda — tocou em estreia absoluta uma música cujos versos começam, de mansinho, “sou da geração / sem remuneração”. Às palavras, claras e bem articuladas, o público que nunca as tinha ouvido reagiu primeiro com uma ligeira gargalhada. A música é também ela falsamente branda e delicada; em três minutos somente veremos que fomos enganados pelas aparências e que ela tem dentro uma raiva cristalina.

As rimas prosaicas, que parecem piadas e na verdade são facas — “isto está mau e vai continuar / já é uma sorte poder estagiar” — vão entrando na carne do público a pouco e pouco. Aqueles que lá estavam e tinham aquela idade — “a geração do vou-queixar-me-pra-quê / há bem pior do que eu na TV” — reconheceram-se ao espelho.

Irónica, muito muito cansada e lamentosa, a vocalista vai repetindo sobre o repenicado das guitarras, “que parva que eu sou”, “que parva que eu sou”. Insultando-se para não insultar o mundo porque afinal — a coisa menos rasca do mundo — somos bem educadinhos. Só quando a rede já está lançada a canção se diz, não vá alguém levar a mal, numa sugestão apenas:

“…fico a pensar, que mundo tão parvo / onde para ser escravo / é preciso estudar.”

Neste momento, o público estava pasmado. Na última estrofe — “sou da geração do já-não-posso-mais / que esta situação dura há tempo demais” — estava conquistado. No fim da canção aplaudiu de pé. Uns estavam arrepiados, outros comovidos. A cantora levantou os dois braços, numa espécie de alívio, como quem finalmente disse uma coisa que estava entalada. Vão ver: alguém filmou, pôs na internet, partilhou; nasceu um fenómeno. A geração finalmente pôs um nome a si mesma.

Pois é, Deolinda: que parvos que somos. Que parvos que fomos. Que parvos que temos sido. Mas ninguém pode ser parvo tanto tempo assim. Vê lá: se mudássemos aqui uma letra, e substituíssemos ali por outra — voilà! — ainda iríamos a tempo de ser a geração brava, não era?»

Rui Tavares

via menina limão

anda toda a gente com esta música na boca. se pensarmos no porque só temos razões para mandar tudo á merda. eu ando a fazer isso. e conto anos perdidos.

ritual matinal

check inbox: select, select, select, delete, delete, delete, star. make note. hum. read, read.

check spam: select all. delete.

o ritual de hoje inclui spam que oferece possibilidade de trabalhar num banco ou agência financeira.

eu li funerária. e voltei atrás para confirmar. é que isso interessava-me.

it’s, like, so mainstream

Cyanide and Happiness, a daily webcomic

tenho um certo pendor para desenvolver um certo afastamento em relação ás modas. não digo que seja totalmente imune ao que se usa, vê, faz. de todo. sou uma pessoa facilmente influenciável. mas com certos limites. não sei bem onde é que eles andam mas sei que andam algures. gosto de manter opiniões e altera-las de forma justificada.

a moda do momento é ser diferente, individual, irrepetível. custa-me ver o esforço a que se prestam as pessoas para serem tudo isso. e dás mais uma voltinha no carrossel e ali está uma imagem cuspida do anterior. então mas não era para ser diferente? acabam por serem todos um grande rebanho, de traços da raça bem delineados. mas pior que isso é não serem capazes de admitir que é isso que procuram. mas é caso de vergonha, pergunto eu? se é, então porque é que o fazem?

quando estive em casa pensei demasiado nisto

funny dog pictures - Ten Canine Commandments

o eirick kruder já não tem quem o passeie. ou que o leve á praia. que lhe abra o portão só para ele ir dar um mijadinha ao poste em frente á casa. o sr. kruder já chegou mais ou menos a meio da vida dele. e eu sinto tanta falta de ir para o jardim correr atrás dele.

punxsutawney phil. bless you.

Photograph from AP

 

“The sky is clear. Prepare for warmth!” With those rousing words Wednesday morning, the world’s most famous groundhog, Punxsutawney Phil, offered a ray of hope to millions of Americans being buffeted by a monster winter storm.

By seeing no shadow as he emerged from his ceremonial burrow in Punxsutawney, Pennsylvania, on Groundhog Day 2011, Phil, according to tradition, is said to have predicted an early spring.

“Groundhog Day is a lot like a rock concert, but the people are better behaved and there’s a groundhog involved,” Tom Chapin, editor of the Punxsutawney Spirit newspaper, told National Geographic News last Groundhog Day eve.

“There’s music and entertainment, spoofs of game shows, and people shooting t-shirts and Beanie Babies” into the crowd, he said.

Legend has it that if Punxsutawney Phil emerges from his temporary burrow—a simulated tree stump at the rural site of Gobbler’s Knob—on February 2 and sees his shadow, winter weather will continue for six more weeks across the United States. But if Phil doesn’t see his shadow, then spring temperatures are just around the corner.

Regardless of the weather prediction, on Groundhog Day, Phil “speaks” to his human caretakers, known as the Inner Circle, in Groundhogese and tells them his forecast. The Inner Circle then translates Phil’s words for the world to hear—or so they say.

On Groundhog Day 2011, “immortal” Punxsutawney Phil—supposedly born no later than the 19th century—got his message out in some decidedly 21st-century ways, by texting his forecast (to sign up, text “groundhog” to 247365) and, of course, updating his Facebook status and the Pennsylvania-tourism Twitter feed.

national geographic

um cliché

mas deixei o meu coração em berlim. a razão do meu silêncio durante todo este tempo já que adorei a cidade?

a minha máquina também lá ficou. ela e todas as fotos que tinha da cidade. e sempre que penso em escrever qualquer coisas da cidade penso naquela foto ou mesmo naquela outra e fico desoladinha.

e dinheiro para comprar uma nova? nenhum. ando aqui nua sem uma máquina.

ando a apelar aos trocos do pessoal para me ajudar que isto aqui é o diabo. já em selecção do recheio do quarto para vender coisas outra vez. a sério.

para juntar á festa mudei de departamento e lá tive que investir na roupinha de trabalho. bastards.

por isso, caso estejam com o paypal com uns trocos e não sabem o que lhes fazer pamordedeus estejam á vontade!! se precisarem de alguma coisa que eu possa orientar porque só existe aqui na ilha, na boa!! (o botão donate do paypal está ali pra ser usado)

mas mesmo que berlim me tenha ficado com a máquina á força não consigo deixar de gostar dela.

vou só ali sofrer mais um bocadinho e volto daqui a pouco com as impressões da cidade. por escrito. sem imagens. snif

estar em casa

o regresso a portugal foi marcado pela expectativa. que foi toda superada. a mamãe fez o tal do almoço, juntou a família toda, fui tratada por emigrante, comi leitão e abençoada a nossa terra por isso. brinquei com os miúdos todos da família. e abracinhos apertados. conversa em frente á lareira até ás 2 da manhã porque nos últimos meses não estive lá para ouvir mamãe e ela queria paleio. não consegui despedir-me do meu sobrinho. ligou-me quando estava a caminho do aerporto e esteve mais de 5 minutos a dizer xauuuuu tiiiiaaaaa. a vida ás vezes é uma merda.

sentei-me no dia antes com as minhas meninas. conversas sempre com o mesmo teor. sempre com muito riso á mistura. agora já passa muito porque quem se casa e tem mais miúdos. dar colinho á lalita que a gaja estava habituada a ter as duas tias sempre a dar atenção e agora não quer outra coisa.  a diferença. fomos as 4 (agora temos um pintelho de gente) para a casa de banho dar banho á rainha da casa. sei que estou a perder isso tudo. a vida tem mesmo dias maus.

conduzi o tempo todo que lá estive. sentia saudades disso. o meu cérebro ainda sabe bem quais as estradas e o lado certo.

no último dia fiquei em casa. sentei-me no sofá a ver desenhos animados de manhã. a olhar para o relógio e a pensar que assim as coisas não tem piada. um último lanche com um bongo e as meninas e sem vontade nenhuma de dizer ‘não sei quando volto’.

entrar no aeroporto e perceber que se confundiu horas e que a porta está prestes a fechar. correr. perder a minha echarpe. um voo e dois autocarros depois. nem quero saber quantos kilometros. 5 horas. subi por aquelas escadas de carpete cinzenta encardida, abri e porta e o alívio. estava a ver que nunca mais chegava a casa.

até ao fim de semana

via gang of four

em que regresso á ilha é tudo acerca disto.

a mochila está quase feita, o guia está na mala. agora é lembrar os tempos do rex, o cão policia e que berlim seja assim tão divertida como dizem. se não for, que se lixe. parece que está lá ainda mais frio que aqui. ahhh frio. que bom!

hábitos

foi assim que acabei a noite em coimbra. cheguei ao aeroporto do porto por volta das 10 da manhã e tinha a margarete para me levar a tomar o pequeno almoço a ver o mar. passagem por viseu para conhecer a minha lalita e almoçar como direito a rissóis de camarão da dona dalila só para mim. luce amor, és a maior.

chegar a coimbra e ir conhecer o novo bólide que me passeou o rabinho nos dias que lá estive. casa para dar um abraço aos sobrinhos e ver que o luís já quase que anda e está imenso. e se ri para a tia. e o tiago ainda não percebe muito bem porque raio é que eu tive que vir para a ilha. e olha tia, recebi estes 4 livros. conta-me as histórias. todas! e que fiz eu? contei.

subir os 18 degraus que me separam da minha casa e sentir-me em casa. as saudades de todo aquele espaço, paredes brancas, chão sem carpete, os meus livros. as minhas memórias.

ligar ao diogo e não deixar em mãos alheias os hábitos. saldos da h&m e uma camisola de 6 anos e um vestido a 1 euro. os saldos são uma tradição. jantar japonês para encher o bandulho e rumar ao pior café do mundo. tropical connosco. falar mal das pessoas e meia dúzia de cuscuvilhises como se 4 meses tivessem sido 4 dias. o café agora é bom e fiquei quase desolada. a tradição já não é o que era em coimbra. eu continuo a mesma. perdi o telemóvel e lá andamos a telefonar para mim mesma e a falar com seguranças.

rumei a casa já bem depois da meia noite. 40 horas depois de me ter levantado deitei-me no meu sofá e liguei a televisão. sabe mesmo bem estar em casa.

romeu & juliet

john ross

The world’s greatest love story is told through Nureyev’s inventive choreography with sumptuous costumes and sets that transport you to the grandeur and bustle of Renaissance Verona. Prokofiev’s exhilarating and memorable score played by the Orchestra of English National Ballet is the very heartbeat of this tragic tale of love and destiny. Rudolf Nureyev’s award-winning production of Romeo & Juliet was especially created for English National Ballet in 1977 to celebrate the Queen’s Silver Jubilee. The Company has since performed it worldwide to critical acclaim.

Choreography Rudolf Nureyev; Music Sergei Prokofiev; Design Ezio Frigerio; Lighting Tharon Musser; Restaging Patricia Ruanne and Frederic John

english national ballet

cheguei de portugal e fui ao londom coliseum matar uma curiosidade. nunca tinha ido ao ballet e aqui os preços são bem mais acessíveis por isso não havia desculpas. a música já se sabia boa. o resto foi tudo descoberta.

que se ouvem os passos do palco quando eles saltam. que apesar de se conhecer a história é sempre possível encontrar emoção nos movimentos. e que não sei bem porque é que nunca tinha ido ao ballet. mas nada que não se resolva. há um cisne negro para o próximo mês.